Globalização
Cultura, Trabalho e Natureza na Globalização (Mar/Nov 2008)
Série de Colóquios na Fundação Casa de Rui Barbosa (ao longo do ano de 2008)
CULTURA, TRABALHO E NATUREZA NA GLOBALIZAÇÃO
Fundação Casa de Rui Barbosa das 14 às 17h00
Rua São Clemente, 134 Botafogo - Sala de Cursos
Informações: 3289 4636 e www.casaruibarbosa.gov.br/
Entrada Franca
Trata-se de uma série de oito colóquios no âmbito do projeto O lugar da cultura na idéia de desenvolvimento sustentável, desenvolvido no Setor de Estudos de Política Cultural sob a coordenação de Euclides Mauricio Siqueira de Souza. Aspectos do objeto desse projeto serão abordados de modo transdisciplinar, trazendo ao campo da cultura os aportes de várias áreas do conhecimento, tais como economia, antropologia, estética, psicologia, urbanismo, filosofia, direito e política.
Os colóquios contarão com a parceria da rede Universidade Nômade que reúne pesquisadores de várias instituições no Brasil e no exterior.
Os eventos serão realizados sempre às sextas-feiras, no horário de 14 hs às 17hs e 30 min, na sala de cursos.
I. Colóquio
28 de março de 2008
O TRABALHO DA CULTURA: CAPITALISMO DAS REDES E NOVOS SUJEITOS
Fragmentação e heterogeneidade na era da subsunção real. O precariado e a informalidade. Movimentos culturais. Classe, povo, multidão.
Giuseppe Cocco, UFRJ : Cultura, Trabalho e Constituição do Comum
Paulo Henrique de Almeida, Superintendente da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – A Economia do Carnaval em Salvador
Alexander Pâtez Galvão – pesquisador ANCINE – Políticas Públicas e Mercado do Audiovisual no Brasil
Rodrigo Guéron – UERJ – Trabalho vivo, subjetividade e política
II. Colóquio
25 de abril de 2008
CULTURA E METRÓPOLE
Trabalho da metrópole. Mobilização dos territórios produtivos. Estética da Periferia.
Cidades Policêntricas, Cidades Polifônicas.
Gerardo Silva, LABTeC/UFRJ – Cidades e Metrópoles
Márcia Ferran – Subúrbios contemporâneos: refúgio, exílio e hospitalidade
Alexandre Mendes, Defensor Público - "Ocupações produtivas"
Cristina Ribas – Uerj -"Trabalho e operação artística: expulsões"
III. Colóquio
16 de maio de 2008
DIREITO À CULTURA E CULTURA DOS DIREITOS
O capitalismo cognitivo e a crescente precarização dos direitos. Embates e movimentos sobre as questões da propriedade intelectual. A Constituição de 1988.
Alexandre do Nascimento –FAETEC, PVNC-Ações Afirmativas e Produção de Direitos"
Adriano Pilatti – PUC-Rio Poder Constituinte e Cultura: a Constituição de 1988"
Telma Lage - Puc-Rio: Precarização dos direitos, significados
Francisco Guimaraens – PUC-Rio - A cultura, as "coisas semelhantes a nós" e a constituição dos direitos".
IV. Colóquio
20 de junho de 2008
FORMA VALOR E FORMA COMUNIDADE: A DIFERENÇA BOLIVIANA
Multiculturalismo (identidades) e diferença (hibridação): novas formas de gestão dos recursos naturais e dos recursos culturais.
Álvaro G. Linera (Vice-presidente da Bolívia) : desde o governo
Oscar Vega, Grupo Comuna – desde os movimentos
Raul Prada – Membro da Assembleia Constituinte da Bolívia – desde a Assembléia
Luis Tapias – Grupo COmuma – Bolívia - desde os movimentos
V. Colóquio
08 de agosto de 2008
A CULTURA MONSTRUOSA: DIVERSIDADE, MULTIPLICIDADE, DIFERENÇA
Identidades e diferenças / Produção de diferença. Multiculturalismo. Diversidade Cultural. Mestiçagem, hibridação. Cidadania.
Bárbara Szaniecki – PUC-Rio – O monstruoso precariado
Leonora Corsini – LABTeC/UFRJ - "A potência da hibridação: Edouard Glissant e a creolização"
Carlos Augusto Peixoto – PUC-Rio "O corpo e o devir-monstro"
Ana Kiffer PUC-Rio "Artaud, Momo ou Monstro?"
VI. Colóquio
19 de setembro de 2008
CULTURA E NATUREZA DIANTE DA CRISE DO CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO
Eduardo Viveiros de Castro, UFRJ- Desenvolvimento econômico e reenvolvimento cosmopolítico - da necessidade à suficiência
Tatiana Roque, UFRJ – Ciência Nômade x Ciência de Estado
Pedro Cesarino, editor da Azougue - Cultura múltiplas versus Monocultura
Debatedores
Antonio Martins – editor do Le Monde Diplomatique – Caderno Brasil
Giuseppe Cocco – editor Global/Brasil
VII. Colóquio
31 de outubro de 2008
VIDA NUA E VIDA BESTA: GUERRA E PAZ NA CIDADE DOS HOMENS
Biopolítica, dispositivos, violência e cultura, Estado e exceção.
Peter Pal Pelbart, PUC-SP - A vida desnudada
Maria Elisa Pimentel, UNipli - Tráfico de drogas: a guerra como produção da vida
André Barros Universidade Nômade- "A acumulação do poder punitivo no Brasil".
Bruno Cava, UERJ "O MONSTRO CONTRA A VIDA NUA NO SENTIDO DA TERRA"
VIII. Colóquio
28 de novembro de 2008
QUANTIDADE E QUALIDADE NA CULTURA
Avaliação de indicadores relevantes para a relação entre desenvolvimento e políticas culturais.
Fabio Malini, UFES - Redes Sociais, Periferia e Políticas Culturais
Ronaldo Lemos, FGV-Rio - "Propriedade Intelectual e Desenvolvimento"
Sergio Sá Leitão –Ancine - "cultura e desenvolvimento / o caso do audiovisual"
Ivana Bentes, UFRJ : Precariado e Cognitariado
Organização: Giuseppe Cocco (Universidade Nômade) e Mauricio Siqueira (FCRB)
Multidão e Biopoder (2001)
Seminário aberto
Multidão e Biopoder: Globalização e Novas Lutas
Terças feiras de 25 de Setembro à 11 de Dezembro 2001 às 18 horas
Auditório da Escola de Políticas Públicas e Governo
Av. Pasteur, 250 fundos - Prédio Anexo do CFCH
Bloco B - 30 andar - Campus da Praia Vermelha da UFRJ
Urca, Rio de Janeiro - Cep: 22295-900
Organização: LABTeC/UFRJ
Os impasses sociais e econômicos dos planos de estabilização monetária estão se traduzindo na volta poderosa das preocupações com as políticas públicas ativas de desenvolvimento, ao passo em que, entre Seattle e Gênova, a globalização começa a aparecer como um espaço de lutas sociais de tipo completamente novo.
No Brasil, as recentes eleições municipais foram um marco expressivo da vontade popular para uma "guinada social" da política econômica. O Fórum Social de Porto Alegre lhe forneceu um eco, uma visibilidade e articulação em níveis mundiais. Mas por trás dos horizontes novos que se abrem, os desafios que esta "inflexão social" enfrenta para se tornar espaço concreto de políticas públicas de desenvolvimento constituem-se em um enorme quebra-cabeça.
No nível mundial, diferentes instâncias como o FMI, G8, OMC, estão sendo objeto de uma contestação cada vez mais generalizada e potente. O movimento mundial transforma a crise da relação salarial e da forma de Estado que lhe estava atrelada, como uma janela de oportunidades, de lutas tão potentes quanto elas eram inesperadas.
As dimensões de um poder sem fronteiras e sem limites, que investe todo o espaço e tempo da vida, deixam entrever a potência da multidão em sua produção de um outro mundo; o biopoder aparece em duas dimensões completamente opostas: por um lado as constituídas do poder de controle e, por outro, as constituintes da potência de libertação. Por trás da fragmentação social e da segregação espacial, a multidão constitui-se enquanto potência de recomposição do político e do econômico, da liberdade e da igualdade.
Multidão e Biopoder constituem os eixos do Seminário Aberto que o LABTeC (do Programa Escola de Políticas Públicas e Governo da UFRJ) organiza para reunir pesquisadores e teóricos que pensem e discutam o presente em toda sua imediatez. O seminário conta com um ciclo de palestras destinadas a animar as discussões em torno das contribuições teóricas de autores como Michel Foucault, Gilles Deleuze, Antonio Negri e outros. Multidão e Biopoder é, pois, um seminário livre e transdisciplinar, com aportes de professores e pesquisadores de diferentes áreas e instituições, em particular da Escola de Comunicação e da Escola de Serviço Social da UFRJ, do Departamento de Direito da PUC-Rio e do Departamento de Psicologia da UFF.
Sessões Temáticas
Setembro
Poder Constituinte
Vídeo: entrevista "A volta para o futuro" com Toni Negri
Adriano Pilatti (PUC-RJ) e Giuseppe Cocco (ESS/EPPG-UFRJ)
Outubro
Biopoder e globalização
Trabalho Imaterial e Educação
Maurício Rocha (PUC-RJ)
Biopolítica em Foucault
Antônio Maia (PUC-RJ)
Jornalismo, Ativismo e Biopolítica na Cibercultura
Henrique Antoun (ECO/UFRJ) e Paulo Vaz (ECO/UFRJ)
Trabalho e Biopoder
Mônica Fornazieer (FIOCRUZ), Alex Galvão e
Mônica Jesus (LABTeC/EPPG - UFRJ)
Direito e Multidão
Thamy Pogrebinschi (Mestranda PUC-RJ/IUPERJ)
Novembro
Subjetividade, Resistência e Multidão
Resistência e criação
Peter Pál Pelbart (PUC-SP)
Resistência e clínica
Eduardo Passos e Regina Benevides (UFF)
“Da ascese à bio-ascese: esboço de uma genealogia”.
Francisco Ortega (UERJ)
Dezembro
Império, Guerra e Movimentos
Resistência e império
Simone Sampaio (LABTec/EPPG - UFRJ)
Entre as duas barbáries: um novo welfare mundial?
Giuseppe Cocco (EPPG) e José Maria Gomes (ESS/UFRJ)



