Constituição do Comum
Commonwealth: amor e pós-capitalismo
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Por Bruno Cava | Imagem: Odalisca, de Henri Matisse (detalhe)
Déjeme decirle, a riesgo de parecer ridículo,
que el revolucionário verdadero está guiado
por grandes sentimientos de amor
Ernesto Guevara
Antônio Negri esteve no Brasil em 2003, na sua primeira viagem internacional depois de ser libertado da prisão, após cumprir pena na Itália por sua militância nos anos 1970. Durante a década, fez outras viagens à América do Sul, para conhecer de perto os movimentos de transformação catalisados pelos governos de esquerda no Brasil, na Argentina e na Bolívia. Nessas ocasiões, ofereceu palestras, participou de congressos, foi entrevistado pelo programa Roda Viva, dividiu mesa de debates com Gilberto Gil, defendeu sem papas na língua o governo Lula e lançou um livro em que discute diretamente a realidade social latino-americana (“Global: biopoder e lutas em uma América Latina globalizada”, 2005, em co-autoria com Giuseppe Cocco).
Não me esqueço de uma passagem marcante de uma dessas vindas. À noite, no bairro de Santa Teresa (Rio de Janeiro), fora do circuito oficial de eventos acadêmicos, Negri prelecionava para um círculo de conhecidos sobre as nuances políticas de seu sistema-mundo. Lá pelas tantas, um artista performático presente interrompeu-o com impaciência: “Tá bom, Toni, mas agora fala um pouco do amor! Do amor!”. Tinha tudo pra resultar em saia-justa, mas o filósofo italiano prontamente passou a discorrer sobre o conceito de amor e sua importância capital dentro do pensamento de esquerda. Impressionou os presentes.
Tomando a sua obra, chega-se à conclusão de que não poderia ser diferente, pois o amor atravessa-a de ponta a ponta. Bebendo da inesgotável filosofia de Spinoza, em “Anomalia Selvagem” (1981) o amor já aparece como constituinte da potência revolucionária, a partir da multiplicação do desejo (cupiditas) e da força em desenvolvê-lo (vis). Tema desenvolvido posteriormente em dezenas de livros, muitos dos quais traduzidos para o português, como O Poder Constituinte, De volta, Kairós, Alma Vênus, Multitudo, O Trabalho de Dioniso, Adeus Sr. Socialismo, entre outros.
Nesse projeto, Commonwealth se propõe a inventar um novo amor.
Último livro da trilogia escrita a quatro mãos com Michael Hardt, – seqüenciando Império (2000) e Multidão (2004), – o livro saiu pela Harvard University Press no ano passado e ainda aguarda versão em português. O título não deve ser traduzido por Comunidade, mas por Comum– mas bem poderia ficar Amor e Comum. De fato, os autores declaram que o amor é essencial para a filosofia e a política. Sem ele, e sem a arte dos bons encontros que o favorece, não se pode falar em libertação e democracia. Constituir um novo homem e uma nova sociedade implica radicalizar o amor – no comum de formas de vida, bens, afetos, imagens e conhecimentos. “O amor é uma força econômica.” O amor não tem medida, é só excesso, vence a morte e opera a revolução, como princípio da organização (política) da produção. Eis aí síntese cúpida do livro de 433 páginas.
Para fazer bom proveito de Commonwealth, não é preciso recorrer à obra pregressa da parceria Negri e Hardt. O livro arremata os dois anteriores e amadurece as suas questões, problemas e conceitos. Se o robusto estofo filosófico é assegurado pelo intelectual padovano de 76 anos, a prosa fluida, simples e atlética é tributária de Michael Hardt – professor de literatura de língua inglesa. Indicado, portanto, para quem desgosta de penosos e herméticos livros de filosofia e concorda com Ortega y Gasset: “a clareza é a cortesia do filósofo.” Hardt, por sinal, é autor de uma das mais límpidas introduções ao pós-estruturalismo francês (Gilles Deleuze: um aprendizado em filosofia, 1993).
Um amor que mobiliza a cidade dos homens,
é combinação produtiva de desejos e afetos,
passa longe da família, carreira profissional e nação
Voltando ao texto, Commonwealth resgata Dante e sua noção de vita nuova. Esta se realiza na comunhão de amor que mobiliza a cidade dos homens em busca da autonomia, da riqueza e da igualdade. Amor nada sentimental, que se desdobra ética, estética e politicamente. Cupidez que é causa e consequência, em ciclo virtuoso, da liberdade e potência de cada um, na sua combinação produtiva de desejos e afetos. Portanto, amor que passa longe da família, da carreira profissional e da nação – três vilões a bloquear o comum e expropriá-lo em nome de felicidades atrofiadas, impotentes e socialmente desiguais. A família corrompe-o pela exclusividade afetiva, hierarquia paternal, narcisismo filial e mecanismos de transferência de propriedade. A carreira profissional compromete-o pela alienação do trabalho, o individualismo, o controle patronal e a concepção unidimensional de tempo. E a nação pela homogeneização das diferenças, a imposição das maiorias, a xenofobia intrínseca e os ideais abstratos de glória, sacrifício e destino coletivo.
Com efeito, todo o último livro da trilogia pode ser lido como uma sinfonia, pautada pela repetição de motivos rítmicos e melódicos, ao redor do tema do amor revolucionário. Isto é, do comum. Commonwealth consiste assim num tratado de democracia radical, numa reedição contemporânea da Política arquetípica, dividida em seis partes densamente discursivas, entremeadas por seis ensaios mais leves e de imaginação livre (De Corpore, De Homine e De Singularitate, cada qual subdividido em dois capítulos). A orquestração retorna muitas vezes às mesmas cadeias argumentativas, porém sobre territórios discursivos diferentes, que vão da ontologia à antropologia, da filosofia da história à geopolítica, da ética à economia política. Logo, corta em diagonal os campos do conhecimento, em total transdisciplinariedade.
É impróprio falar em influências teóricas do livro, uma vez que não há compromisso com rigor exegético. Deliberadamente. Na realidade, perspectivista, o texto mobiliza autores amiúde contra eles mesmos. Trata-se de achar o devir minoritário do pensador que serve de referência. Esse conceito de Gilles Deleuze designa o procedimento de seleção de linhas conceituais periféricas, ocultas, menores no sistema de outro autor – o ponto de fuga é então, por assim dizer, repatriado em nova perspectiva.
Por isso, comparece em Commonwealth um Karl Marx minoritário, extraído não da vasta ortodoxia socialista, mas dos marxianos Grundrisse – cadernos manuscritos, volumosos e não-publicados em vida, onde o autor aponta outras direções a seu pensamento. Daí a sintonia da obra com o materialismo transformador, a análise fina do estatuto do trabalho (atualmente pós-industrial) e a recusa à república da propriedade e aos direitos burgueses. Mas, ao mesmo tempo, a dissintonia com a dialética histórica, a teleologia da ditadura do proletariado e teorias do colapso do capitalismo como evento transcendente, que vem de fora para abolir as classes por decreto.
Estas teorias, aliás, são enfrentadas logo na primeira parte, sob a legenda discurso apocalíptico. Os autores têm como alvo principal o filósofo Giorgio Agamben – autor dos hits acadêmicos Homo sacer: o poder soberano e a vida nua (1995) e Estado de exceção (2003), – para quem somente uma ruptura radical, ontológica e messiânica poderia salvar a civilização ocidental de sua falência política. Negri e Hardt chegam a convocar o mitólogo Evêmero (IV a.C). No evemerismo, o foco em teorias escatológicas “eclipsa e mistifica as formas dominantes de poder que continuam a reinar hoje – poder da propriedade e do capital, poder respaldado pela lei”.
Também onipresente no texto negri-hardtiano um Michel Foucault minoritário, abduzido de seus livros e cursos do final da década de 1970. Neles, o professor do Colégio da França discorre sobre a matriz biopolítica do poder (ou biopoder). Ou seja, um governo instaurado sobre os viventes e as populações, com base em saberes biológicos, médicos, psicológicos, estatísticos. Na esteira de outro intelectual, Gilles Deleuze, Commonwealth insiste no duplo sentido do poder na filosofia de Foucault. Se por um lado, a partir do vivente, o biopoder expõe, esquadrinha, controla e assim constitui o sujeito; por outro lado, a vida possui um rendimento positivo que independe daquele. Em síntese, a resistência biopolítica não aparece a posteriori do exercício do poder e não está enclausurada irremediavelmente em sua operação de captura. A resistência precede o poder, como a sua condição. Logo, o biopoder (opressão) não se confunde com a biopolítica (resistência). A resistência é primeira. Ontologicamente.
Para produzir, o capitalismo precisa agora
conceder liberdade. Mas ela, potencializada pelo desejo,
pode dispensar o sistema – violentamente, se preciso
Em termos práticos: pode existir enfim uma saída, para contornar e subverter as malhas cada vez mais cerradas e abrangentes das sociedades de controle. Existe uma escapatória para o pensamento e a ação de esquerda, que não finde recodificada e domesticada pelo capitalismo. Existe uma alternativa para a modernidade capitalista – a altermodernidade analisada ao longo do livro. E essa saída não é ex machina, como o deus de mentira que irrompia no palco para salvar o dia, ao final das peças gregas. Para Negri e Hardt, não adianta reinventar a roda. Os movimentos de libertação já trabalham na construção do comum, num fazer multidão baseado em redes colaborativas, no trabalho imaterial, na militância glocal (global + local), na produção de renda por fora dos circuitos capitalistas de fixação/exploração do trabalho. A análise de Negri e Hardt não opera pelo lado do poder, mas sob a espécie da resistência: “As lutas pela liberdade determinam todo o desenvolvimento das estruturas de poder”.
Se para os apocalípticos e pessimistas de esquerda, há um buraco negro no horizonte, uma sociedade inteiramente submetida a dispositivos difusos e perversos de controle, para os autores de Commonwealth a sociedade contemporânea vaza por todos os lados e é o poder capitalista quem padece de um impasse. Para produzir numa sociedade pós-industrial, o capitalismo precisa conceder liberdade e promover a produtividade imanente à vida. Mas essa mesma liberdade, potencializada pelo desejo, constituída no comum, articulada em multidão, inebriada de amor, pode dispensá-lo – violentamente, se preciso. É o drama de conter um lobo pelas orelhas: se soltá-lo, ele foge; mas se continuar segurando-o, ele morde.
O novo amor de que fala Commonwealth não se traduz por otimismos poliânicos ou entusiasmos ingênuos. Não é tampouco uma nova aposta pascalina: como se fosse preciso resistir porque não teríamos outra opção. Para os autores, o amor revolucionário significa que é preciso resistir porque é desejável. Porque queremos. E se não há garantias de que, resistindo, o amanhã será melhor, podemos “reconhecer que essa contingência não deve levar a conclusões cínicas, a ignorar o fato que sim, é possível mudar a sociedade e a nós mesmos”. Afinal, a grande felicidade, fazer tudo aquilo que somos capazes em comum, a beatitude de Spinoza, conquista-se politicamente na multiplicação de vida que é a própria revolução democrática.
Belém / Constituição do Comum (UFPA) (Set 2007)

Seminário
a constituição do comum:
cultura e conflitos no capitalismo contemporâneo
25, 26 e 27 / 09 de 2007
Auditório da ADA(Agência de Desenvolvimento da Amazônia)
Avenida Almirante Barroso 426 – Marco
Belém - Pará - Tel (91) 4008 5442 / 5443
Terça-feira 25 / 09
09h00 / 09h30 Abertura
Claudio Puty [Secretario de Governo do Estado do Pará]
Giuseppe Cocco [ESS/UFRJ]
Afonso Luz [Ministério da Cultura]
Capitalismo cognitivo e redes colaborativas
Questões em debate: NTICs, Trabalho imaterial, Economia do Conhecimento, Políticas de Informação e Comunicação, Inclusão Digital.
09h30 / 12h00
Giuseppe Cocco [ESS/UFRJ]
Maurílio Monteiro [Secretario de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Estado do Pará]
Fábio Malini [UFES]
Afonso Luz [Moderador], [Ministério da Cultura]
14h00 / 17h00
Paulo Lima [RITS]
Regina Lima [FUNTELPA]
José Antonio Martinuzzo [UFES]
Renato Francês [PRODEPA, UFPA]
Antonio Fattore [Moderador], [Coordenadoria de Cooperação Internacional do Estado do Pará]
Quarta-feira 26 / 09
Territórios, redes, movimentos
Questões em debate: Políticas Sociais, Identidades, Migrações, Cotas, Racismo, Favela, Narcotráfico, Quilombolas, Piqueteros.
09h00 / 09h30
Maria José Barbosa [SEDES e UFPA]
Gerardo Silva [LABTeC/UFRJ]
Edna Castro [NAEA/UFPA]
Elisa Pimentel [UNIPLI, RJ]
Ana Maria Lima Barbosa [Moderador], [SEDES]
14h00 / 17h00
Solange Gayoso [Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará]
Leonora Corsini [LABTeC/UFRJ]
Alexandre do Nascimento [PVNC]
Zélia Amador [CEDENPA e UFPA]
Vera Gomes [Moderador], [UFPA]
Quinta-feira 27 / 09
Periferias globais: estilos, estéticas, economia
Questões em debate: Resistências Culturais, Produção de Música, Imagens e Estéticas das Periferias Metropolitanas, Políticas da Expressão, Funk, Hip Hop, Tecnobrega.
09h00 / 12h00
Rodrigo Gueron [UERJ e Universidade Estácio de Sá]
Geo Britto [Teatro do Oprimido, RJ]
Jairo Wanzler [Teatro de Rua, PA]
Simone Sobral [UFSC]
Paul Cooney [Moderador],[UFPA]
14h00 / 17h00
Micael Herschman [ECO/UFRJ]
Oona Castro [Intervozes e FGV]
Neusa Gonzaga Pressler [naea/ufpa]
Ivana Bentes [ECO/UFRJ]
Carlos Maciel [Moderador], [UFPA]
Ficha Técnica
O seminário Constituição do Comum: Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo é um projeto do Programa Cultura e Pensamento/MinC 2007
Patrocínio do Programa C&P:
Petrobrás
Realização do Programa C&P:
Fapex e Ministério da Cultura
Co-realização do Programa C&P:
TVE Bahia, SESC SP, RNP e Ministério da Educação
Realização do Seminário:
Universidade Nômade, LABTeC/UFRJ, ECO/UFRJ, FUJB, CNPq, Prefeitura de Vitória, Departamento de Comunicação Social/UFES, ADA(Agência de Desenvolvimento da Amazônia), PPGSS (Programa de Pós-Graduação em Serviço Social / UFPA (Universidade Federal do Pará), Governo do Estado do Pará.
Curadoria:
Giuseppe Cocco e Ivana Bentes
Produção geral:
Maria José Barbosa e Gerardo Silva
Produção executiva:
Euzalina Ferrão
Design:
Barbara Szaniecki sobre imagem de Alexander Rodchenko
Salvador / Constituição do Comum (UFBA) (Jul 2007)
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Seminário internacional
a constituição do comum:
cultura e conflitos no capitalismo contemporâneo
16 / 07 a 18 / 07 de 2007
Auditório da FACOM / UFBA
Av. Ademar de Barros, s/n Campus de Ondina,
Salvador/BA
O Seminário nacional “A Constituição do Comum - Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” faz parte de um ciclo de encontros, apoiado pelo Ministério da Cultura, que ocorre ainda no Rio de Janeiro, Vitória e Belém, entre maio e agosto de 2007.
Em Salvador, o evento, a ser realizado nos dias 16, 17 e 18 de julho, conta também com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura, da TVE Bahia, do CULT - Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura e do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da UFBA.
O objetivo desses seminários é discutir a comunicação e a cultura associadas ao desenvolvimento, numa perspectiva política alinhada com o projeto democrático que avança no Brasil e na Bahia, sobretudo a partir das eleições de 2006.
Em Salvador, o evento discutirá as mutações por que passam a economia e a sociedade capitalistas, com foco no duplo significado do capitalismo cognitivo para o trabalho urbano: de um lado, precarização e desemprego estrutural; de outro, novas perspectivas para o desenvolvimento do trabalho cooperativo em rede com base nas novas tecnologias de informação e comunicação.
O Seminário convida, assim, à reflexão sobre o que há de instigante nas novas formas da produção intelectual, sobre a centralidade econômica da cultura no capitalismo do século XXI e acerca do impacto da revolução digital na política e na democratização do acesso aos meios de produção de bens e serviços culturais.
segunda-feira 16 / 07
09h00 / 10h00 Abertura
Naomar Almeida [Reitor da UFBA]
Marcio Meirelles [Secretário de Cultura, BA]
Giuseppe Cocco [ESS/UFRJ], [Universidade Nômade]
Representante do Ministério da Cultura
10h00 / 12h30
a lógica do Capitalismo Cognitivo
Bouzid Izerrougène [Ufba]
Giuseppe Cocco [ESS/UFRJ], [Universidade Nômade]
Afonso Luz [moderador], [Ministério da Cultura]
15h00 / 17h00
Nova economia: do proletariado ao precariado
Genauto de França Filho [ciags]
Inaiá Carvalho [UFBA]
Ivana Bentes [ECO/UFRJ], [Universidade Nômade]
Tânia Fisher [moderadora], [UFBA]
terça-feira 17 / 07
09h00 / 12h00
territórios, redes e movimentos
Albino Rubim [ufba]
Alexandre do Nascimento [PVNC], [Universidade Nômade]
Barbara Szaniecki [PUC-Rio], [Universidade Nômade]
Rodrigo Guéron [UERJ], [Universidade Nômade]
Paulo Henrique de Almeida [moderador], [Secretaria de Cultura, BA]
15h00 / 17H00
o trabalho da metrópole
Ihering Alcoforado [UFBA]
Paulo Henrique de Almeida [Secretaria da Cultura, BA]
Tânia Fisher [UFBA]
Giuseppe Cocco [moderador], [ESS/UFRJ], [Universidade Nômade]
19h00 Lançamento de livros e revistas:
Cidade Digital: portal, inclusões e redes no Brasil [André Lemos]
Estética da Multidão [Barbara Szaniecki]
Glob(AL) [Giuseppe Cocco e Antonio Negri]
Políticas Culturais no Brasil [Antônio Albino Canelas Rubim e Alexandre Barbalhos (orgs)]
Revoluções do Capitalismo [Maurizio Lazzarato]
Teorias e Políticas da Cultura: visões multidisciplinares [Gisele M. Nussbaumer (org)]
Revista Caderno CRH, nº 48 “Ordem Mundial e Contestação Política”
Revista GLOBAL nº 8
quarta-feira 18 / 07
09h00 / 13h00
o comum, para além do Mercado e do estado:
o embate da TV digital
Pola ribeiro [irdeb]
Robinson Almeida [agecom]
Ruth Reis [Secretária Municipal de Comunicação de Vitória]
Sérgio Amadeu [Faculdade Cásper Libero]
Ivana Bentes [moderadora], [eco/ufrj], [Universidade Nômade]
15h00 / 18h00
novas tecnologias e mídias táticas
André Lemos [ufba]
André Stangl [Overmundo e Instituto Eletrocooperativa]
Claudio Manoel [Pragatecno]
Marcos Palácios [ufba]
Ruth Reis [moderadora], [Secretária Municipal de Comunicação de Vitória]
Ficha Técnica
O seminário Constituição do Comum: Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo é um projeto do Programa Cultura e Pensamento/MinC 2007
Patrocínio do Programa C&P:
Petrobrás
Realização do Programa C&P:
Fapex e Ministério da Cultura
Co-realização do Programa C&P:
TVE Bahia, SESC SP, RNP e Ministério da Educação
Realização do Seminário:
Universidade Nômade, ECO/UFRJ, LABTeC/UFRJ, CNPq, Departamento de Comunicação Social/UFES, Prefeitura de Vitória, Governo da Bahia e Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade/Centro de Estudos Disciplinares em Cultura/UFBA.
Curadoria:
Giuseppe Cocco e Ivana Bentes
Produção geral:
Paulo Henrique de Almeida
Produção executiva:
Carolina Santos Petitinga
Design:
Barbara Szaniecki sobre imagem de Alexander Rodchenko
Rio / Constituição do Comum (UFRJ) (Mai/Jun 2007)
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Seminário internacional
a constituição do comum:
cultura e conflitos no capitalismo contemporâneo
De 28 / 05 a 1o / 06 de 2007
Auditório do CFCH – Escola de Comunicação da UFRJ – Praia Vermelha
Avenida Pasteur 250 - Praia Vermelha
infos: 3873 5067 e 2295 9449 e www.ocomum.com.br
segunda-feira 28 / 05
09h00 / 09h30
Abertura
Giuseppe Cocco [ESS/UFRJ], [Universidade Nômade]
Ivana Bentes [ECO/UFRJ], [Universidade Nômade]
Representante do MinC
09h30 / 12h00
Capitalismo Cognitivo, Dinâmicas Metropolitanas e Novas Formas de Conflito
Maurizio Lazzarato [Universidade de Paris, França]
Raul Sanchez [Universidad Nomada, espanha]
Thierry Baudouin [CNRS e Institut Français d'Urbanisme, França]
Giuseppe Cocco [moderador]
14h30 / 18h30
O Comum, para além do Mercado e do Estado: o embate da TV Digital
Fábio Malini [UFES], [Universidade Nômade]
Marcos Dantas [PUC-Rio]
Rodrigo Guéron [UERJ], [Universidade Nômade]
Sérgio Amadeu [Caspar Libero]
Paulo Lima [moderador], [RITS]
terça-feira 29 / 05
09h00 / 12H00
Lutar e produzir: Cidade Ocupada
Barbara Szaniecki [PUC-Rio], [Universidade Nômade]
Gerardo Silva [LABTeC/ESS/UFRJ], [Universidade Nômade]
Maria dos Camelôs [MUCA, Movimento Unido dos Camelôs]
Michèle Collin [CNRS e Institut Français d'Urbanisme, França]
Pepe Bertarelli [moderador]
Oficinas
13h00 Interferência em artes plásticas (grafite)
[Espaço ao lado da CPM (ECO)]
Grupo Bota a Cara [João Marcos Mancha]
Grupo Apocalipse Crew
[Diogo Camillo (D'Lara), Renan Duarte (Yeti), Tito Senna e Téo Senna (Lose)]
14h00 Oficina de software livre [auditório CPM (ECO)]
Giuliano bonorandi
Apresentações participativas
16h00 Poesia [Galeria vitrine (ECO)]
A República dos Poetas: “Poesias políticas” [Ricardo Ruiz RJ e Maria Lamanna MG]
17h00 Performance [Espaço ao lado da CPM (ECO)]
Ronald Duarte
quarta-feira 30 / 05
09h00 / 12h00
Desafio para uma nova proteção do trabalho:
salário mínimo e renda universal
Andrea Fumagalli [Universidade de Pavia, itália]
Artur Henrique da Silva Santos [Presidente Nacional da CUT]
Giuseppe Cocco [ESS/UFRJ], [Universidade Nômade]
Yann Moulier Boutang [Universidade de Compiègne, França]
José Lima [moderador] [CUT RIO]
14h30 / 16h30
Periferias Globais: Economia, Estética, formas de vida
Écio de Salles [ECO/UFRJ], [Universidade Nômade]
Ivana Bentes [ECO/UFRJ], [Universidade Nômade]
Paulo Vaz [ECO/UFRJ]
Rodrigo Araújo [Coletivo Bijari]
Fernanda Bruno [moderador], [ECO/UFRJ]
17h00 / 19h00
A Lógica do Capitalismo Cognitivo
Antoine Rebiscoul [the Goodwill Company]
Henrique Antoun [ECO/UFRJ]
Paulo Henrique de Almeida [UFBa]
Yann Moulier Boutang [Universidade de Compiègne, França]
Ruth Reis [moderadora], [UFES]
quinta-feira 31 / 05
14h30 / 18h30
Racismo, diferença e identidades
Alexandre do Nascimento [PVNC], [Universidade Nômade]
José Jorge de Carvalho [UnB]
Leonora Corsini [LABTeC/ESS/UFRJ], [Universidade Nômade]
Tatiana Roque [IM/UFRJ], [Universidade Nômade]
Adriano Pilatti [moderador], [PUC-Rio]
sexta-feira 01 / 06
09h00 / 11h00
em torno de ALGUNS livros:
Mestiçagem, Biopolítica e Pós-colonialidade
Barbara Szaniecki [Estética da Multidão]
Giuseppe Cocco [Glob(AL)]
Peter Pál Pelbart [Vida Capital]
Maurício Siqueira [moderador], [Casa de Rui Barbosa]
11h00 / 13h00
Oficina de Apresentação do Programa “Cultura e Pensamento 2007” do Ministério da cultura
14h00 / 16h00 Apresentação Participativa
Rádio Mochilas - faça você mesmo a sua rádio
[Espaço Vianinha (ECO)]
Romano
Ficha Técnica
O seminário Constituição do Comum: Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo é um projeto do Programa Cultura e Pensamento/MinC 2007
Patrocínio:
Petrobrás
Realização do Programa C&P:
Fapex e Ministério da Cultura
Co-realização do Programa C&P:
TVE Bahia, SESC SP, RNP e Ministério da Educação
Realização do Seminário:
Universidade Nômade, ECO/UFRJ, LABTeC/UFRJ, Prefeitura de Vitória, Departamento de Comunicação Social/UFES e CNPq.
Curadoria:
Giuseppe Cocco e Ivana Bentes
Produção Geral:
Gerardo Silva
Produção executiva:
Ana Maria Bonjour
Oficinas:
Extensão ECO
Design:
Barbara Szaniecki sobre imagem de Alexander Rodchenko
Vitória / Constituição do Comum (UFES) (Maio 2007)
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Seminário internacional
a constituição do comum: comunicação e cultura na cidade
21/05 a 25/05 de 2008
Estação Porto Armazém 5 da Codesa:
Av. Getúlio Vargas, Centro, Vitória
Mais informações pelo telefone: 32253668 e
O Seminário Internacional "A Constituição do Comum" faz parte de um ciclo nacional de encontros, apoiado pelo Ministério da Cultura, que ocorre ainda no Rio de Janeiro, Salvador e Belém, entre os meses de maio e agosto.
O traço peculiar entre esses seminários é pensar a comunicação e a cultura associadas ao desenvolvimento que, numa perspectiva política, se coaduna com o projeto democrático que se consolidou após as eleições de 2006. Assim o seminário busca:
1) a ampliação do conceito de cultura para além da produção cultural e das linguagens artísticas; cultura, portanto, como o conjunto da produção simbólica, que se expressa como cidadania e economia;
2) a ampliação do público-alvo principal das políticas e ações, passando este a ser o cidadão e não apenas o artista e o produtor ou o difusor cultural;
3) pensar não mais a produção e a difusão direta pelo Estado, mas a criação de condições favoráveis à ampliação da produção, da difusão e da fruição pela sociedade.
Em Vitória, o Seminário Internacional é um esforço político para encontrar soluções que, direcionadas à incorporação do fomento das atividades econômicas da cultura e da comunicação ao rol das políticas governamentais estratégicas, procuram romper o velho dualismo entre cultura e mercado. por um lado, a comunicação e a cultura já são os fatores transversais nas atividades econômicas contemporâneas. Por outro lado, há um forte desejo em nossa região Metropolitana de estruturar um mercado de comunicação e cultura para uma população que já demonstra avidez por expressar suas vozes, vide as salas cheias nos festivais de teatro, de cinema, a abundância de manifestações culturais nas periferias pobres (como o hip hop, o funk, a dança, o samba, o teatro) e nas "periferias ricas" (os movimentos em prol da mídia, da música, do cinema, da arte independente, do software livre, da universalização do acesso das tecnologias multimídias, da internet etc).
O evento convida à reflexão acerca do que há de recente e polêmico na produção intelectual e incentiva o debate sobre as conseqüências da revolução digital e do fato de que a sociedade demanda ações cada vez mais concretas para o que se convencionou chamar de democratização dos meios de comunicação e da cultura.
SEGUNDA-FEIRA 21 / 05 - ESTAção PORTO / ARMAZÉM 5
09h / 09h30 ABERTURA
João Coser [Prefeito de Vitória]
Representante do Ministério da Cultura
09h30 / 12h
O PAPEL DA CULTURA E DA COMUNICAÇÃO NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO
Giuseppe Cocco [ESS/UFRJ], [Universidade Nômade]
Maurizio Lazzarato [Universidade de Paris, França]
Representante do Ministério da Cultura
12h intervalo
14h / 18h
ESTÉTICA DA MULTIDÃO E REDES DE PRODUÇÃO CULTURAL
Barbara SzanieckI [PUC-RIO], [Universidade Nômade]
Ivana Bentes [ECO/UFRJ], [Universidade Nômade]
Luiz paulo correa e castro [Nós do Morro, RJ]
Maria Helena Signorelli [moderadora],[Secretaria Municipal de Cultura de Vitória]
19h show de jazz na curva da jurema
terça-feira 22 / 05 - ESTAção PORTO / ARMAZÉM 5
09h / 12h
DEMOCRACIA, LIBERDADE E RENDA NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO
Andrea Fumagalli [universidade de Pavia, itália]
Denise Dau [secretária nacional de organização da CUT]
Giuseppe Cocco [ESS/UFRJ], [Universidade Nômade]
Eliézer Tavares [moderador], [Secretaria Municipal de Trabalho e Geração de Renda de Vitória]
12h intervalo
14h / 18h
SUSTENTABILIDADE E GESTÃO DE PROJETOS CULTURAIS E DE COMUNICAÇÃO
Dagoberto Donato [Trama Virtual]
Júlia Zardo [Incubadora cultural PUC/Rio]
Oona Castro [Coletivo Intervozes], [FGV]
Paulo Lima [RITS, Rede de Informação do Terceiro Setor]
Tauro Lucilo Tessarolo [moderador], [Presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória]
19h programação cultural na estação porto
Coquetel de Lançamento da Revista GLOBAL n. 8 e dos livros:
Estética da Multidão [Barbara Szaniecki]
GLOB(AL) [Giuseppe Cocco]
Revoluções do Capitalismo [Maurizio Lazzarato]
20h Apresentação do Grupo Manguerê
Ponto de Cultura do Brasil - CECAES
QUARTA-FEIRA 23 / 05 - ESTAção PORTO / ARMAZÉM 5
09h / 12h
DESAFIOS PARA A DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA
Antonio Martins [Editor do Le Monde Diplomatique-Brasil]
Paulo Henrique Amorim [Conversa Afiada/IG e TV Record]
Raul Sanchez [Universidad Nomada, Espanha]
Ruth reis [secretária municipal de comunicação de vitória]
Alexandre Passos [moderador], [Presidente da Câmara de Vereadores de Vitória]
12h intervalo
14h / 18h
INTERNET: NOVAS FORMAS DE OPINIÃO PÚBLICA E DE CONSUMO
Edney Souza [Blog Interney]
Gustavo Fortes [Agência Espalhe]
Henrique Antoun [ECO/UFRJ}
Fábio Malini [moderador], [Departamento de Comunicação/UFES]
20h Programação Cultural na Estação Porto
MOSTRA CURTA GRAV / CINEMA E VÍDEO
Quinta-feira 24 / 05 - ESTAção PORTO / ARMAZÉM 5
09h / 12h
CRIAÇÃO DE ATIVOS IMATERIAIS para o DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES
Antoine Rebiscoul [Publicis, França]
Paulo Henrique de Almeida [UFBA]
Yann Moulier Boutang [Universidade de Compiègne, França]
Alexandre Curtiss [moderador], [Departamento de Comunicação/UFES]
12h INTERVALO
14h / 18h
Dinâmicas metropolitanas e políticas de desenvolvimento
Célio Turino [Secretário Nacional de Projetos Culturais/MinC]
Clara Miranda [Departamento de Arquitetura/UFES]
Michèle Collin [CNRS e Institut Français d'Urbanisme, França]
Thierry Baudouin [CNRS e Institut Français d'Urbanisme, França]
Kleber Frizzera [moderador], [Secretário Municipal de Desenvolvimento da Cidade de Vitória]
Programação Cultural na Estação Porto
19h Lançamento do documentário Anjo Preto, de Gui Castor, sobre o sambista Edson Papo Furado.
20h show em comemoração ao samba capixaba, com a participação do cantor Monarco da Velha Guarda da Portela e da banda Sandália de Pescador (com diversos sambistas capixabas).
sexta-feira 25 / 05 ESTAção PORTO / ARMAZÉM 5
09h / 12h
programas públicos de acesso à internet Pública:
estratégias e parcerias
Luiz Fernando Barbosa [Secretaria de Desenvolvimento da cidade/PMV]
Marcos Dantas [PUC-RIO]
Rodrigo Mesquita [radium system]
Sérgio Amadeu [Faculdade Cásper Libero]
José Antonio Martinuzzo [moderador], [Departamento de Comunicação/UFES]
12h intervalo
14h / 18h
Nós, a Mídia:
JORNALISMO CIDADÃO e o futuro do jornalismo profissional
Ana Maria Brambilla [Editora Abril]
Orlando Lopes [Ponto de Cultura/Guarapari]
Roberto Romano [Zero Blog Network Jornalismo]
Cleber Carminatti [moderador], [Departamento de Comunicação/UFES]
19h Festa de Encerramento na Estação Porto
Tributo a Clara Nunes.
Show com Dennise Pontes cantando Clara Nunes
e show com grupo de minas gerais
“Contos de Areia - um Canto a Clara Nunes”
Ficha Técnica
Realização:
Departamento de Comunicação/UFES, Prefeitura de Vitória e Ministério da Cultura
Co-realização:
Universidade Nômade, LABTeC/UFRJ e ECO/UFRJ
Curadoria:
Fábio Malini e Giuseppe Cocco
Produção Geral:
Fábio Malini e Rosane Zanotti
Coordenação da Programação Cultural da Estação Porto:
Alcione Pinheiro
Design:
Barbara Szaniecki sobre imagem de Alexander Rodchenko
Assessoria de Imprensa:
1004 assessoria de comunicação (3227-1594)



